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16 junho 2012

...calling...


"A woman's highest calling is to lead a man to his soul, so as to unite him with Source. Her lowest calling is to seduce, separating man from his soul and leave him aimlessly wandering.
A man's highest calling is to protect woman, so she is free to walk the earth unharmed. Man's lowest calling is to ambush and force his way into the life of a woman."

- Cherokee Proverb

30 janeiro 2012

MENSAGEM DA DEUSA DE AVALON

Amad@s,
Saibam que estão sempre comigo e Eu em vós.
Habitem o vosso corpo como se me vestissem a mim: que o prazer, o respeito e o amoroso nutrir sejam a forma de se relacionarem com esse corpo maravilhoso que vos dei, altar tecido no meu ventre. Amem as vossas Yonis, os vossos linghams, como a mim mesma.
Irradiem a alegria que não tem fim, que vive na taça do vosso coração.
Amem, amem, amem!
Recebam com deleite a minha abundância de ar, água, fogo e terra.
Visitem-me todos os dias, na paixão do vosso ventre, na compaixão do vosso coração, no riso do vosso olhar, na gratidão dos vossos lábios, na saudação ao sol, no caminhar na floresta, no marejar das ondas, no silvo do vento.
Tenham flores e espigas na vossa casa, recordando continuamente o meu corpo-alimento e a minha eterna doação a vós, Amad@s filhas e filhos.
Reconciliem-se com a Vida, aceitando amar e ser amados.
Há tanto Amor para vós!
Que nessa rendição ao Amor, possam recordar que são tod@s irmãs e irmãos, partes de uma mesma família, troncos de uma mesma raiz. Celebrem-se mutuamente, e a árvore crescerá forte e gloriosa, até ao templo do céu.
Eu vim para vós, dancem para mim, com entrega e ritmo,
Façam amor como o sol e a lua, a terra e o oceano.
Respirem-me em vós todos, bebam-me na inspiração e na esperança, saibam que são muito amad@s e que vivem na eternidade comigo, agora e aqui.
Abençoados sejam,
A Mãe Divina.

Fonte: http://adeusanocoracaodamulher.blogspot.com/

30 dezembro 2011

Filhas de Afrodite - Sacerdotisas do Amor

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Este é um trabalho que visa facultar um entendimento da área da Sexualidade Sagrada a mulheres, por um processo maioritariamente experiencial e prático, com vista a que possam depois exercer actividade nesta área, acompanhando e facilitando processos a si mesmas e a outr@s.

O Que Faremos?
Teremos 4 encontros mensais onde aprenderemos ferramentas de cura, re-educação, expansão e libertação/realinhamento da nossa sexualidade. A seguir a cada encontro, será necessária a prática regular do que for partilhado para a efectivação da técnica e para que a mudança no patamar energético possa acontecer no encontro seguinte. No final das 4 vivências e ao finalizar com sucesso a integração do que for partilhado, cada uma das participantes ficará apta a facultar vivências a outro(a). Será certificada por mim, com acompanhamento durante um ano para aperfeiçoamento de técnicas, para dúvidas que surgirem com a prática real ou para o que entenderem.

Não será possível faltar a nenhum dos encontros.
E é só para MULHERES!

Entraremos a fundo nos temas do desejo, conexão corpo-mente-espírito, sabedoria sexual ancestral, reconhecimento do corpo erótico, intimidade profunda, masturbação, sexualidade espiritual.
Aprenderemos técnicas para despertar, canalizar e trabalhar com a energia sexual individual e noutro(a), massagem erótica, rituais de alquimia sexual, consagração de Lingam e Yoni, cura de feridas íntimas e entrega a estados de êxtase erótico.

Este trabalho é essencialmente PRÁTICO, pelo que é necessária maturidade, empenho, mente aberta e total entrega. Nalgumas das vivências será necessária a nudez e o toque íntimo (como no caso da aprendizagem da massagem erótica). Todas as medidas de higiene e segurança estarão devidamente asseguradas.

Nas antigas escolas de mistérios, os candidatos a iniciados precisavam de responder a 3 questões fundamentais; para este trabalho terás também de responder a elas de coração aberto e absoluta honestidade:

- Quem És?
- De Onde Vens?
- Porque Estás Aqui? (Porque queres fazer este trabalho?)

Ao responderes com coração e alma pura, compreenderemos (tu e eu) se esta é a altura ideal para entrares nesta aventura.

Quando?
Os encontros serão:
- 11/12 Fevereiro
- 10/11 Março
- 06/07/08 Abril
- 05/06 Maio

Quanto?
Cada um destes encontros tem o valor de 70€ e serão em Lisboa.

O Que é Ser uma Sacerdotisa Hoje?
Ser uma sacerdotisa do amor nos dias de hoje, longe da imagem hollywoodesca de honrarias douradas e fantasias principescas, implica viver com absoluta integridade energética, com um reconhecimento total da própria sexualidade e do corpo-templo, assim como o compromisso de rendição à sabedoria do prazer, ao desejo, e à Arte de Amar.

Quando há 7 anos me consagrei a Shakti, estava longe de me ver a fazer o que faço hoje em dia... mas a Grande Deusa sempre abre os caminhos mais belos a quem nela confia de corpo e alma. E assim, eu hoje vivo e respiro em função da Arte de Amar. Na minha casa, no meu gabinete, nas minhas partilhas, nas minhas viagens e investigações, mantenho firme a intenção de ser um canal para a Deusa e para o grande Mistério da Vida que é o Sexo.

Depois de 6 anos a dar workshops de Sexualidade Sagrada, de 3 a trabalhar com grupos de mulheres, de 2 a dar atendimentos individuais e a casais, chegou o momento de partilhar a minha aventura maior, o que é ser uma mulher sacerdotisa do amor nos dias de hoje, no meio do facebook, da geração à rasca e das portagens da A23.

Porquê? Porque SIM. Porque é a hora de mais mulheres irmãs de alma abrirem os seus corpos, as suas fronteiras e receberem a dádiva de amor e prazer que nos é merecida. E com isso abrirmos espaço de partilha e cura para outras irmãs à nossa volta. E para os nossos homens também.

Sacerdotisas do Amor
Para aquelas que se queiram consagrar Sacerdotisas do Amor, será necessário que participem em 3 ritos iniciáticos onde tomarão parte integrante e activa. Para tal é necessário que tenham apreendido completamente os ensinamentos partilhados ao longo dos 4 encontros, que tenham praticado durante o Verão e que consigam manifestar com sucesso os seguintes passos:
- mestria no reconhecimento dos mecanismos do corpo,
- despertar e suster a energia,
- rendição ao prazer,
- reconhecimento empático,
- transfiguração,
- Sintonização
- Irradiação

Será efectuado um encontro em Lisboa, de um só dia, para "exame de aferição" :)
Os 3 Rituais de Sexualidade Sagrada serão vividos em regime de retiro, em local fora de Lisboa. O valor será dado mais próximo da data marcada, tendo em consideração que seja o mínimo possível, com as condições necessárias a este trabalho.

Após toda a vivência de 7 encontros concretizada com sucesso, serão consagradas no último dia Sacerdotisas do Amor, com o reconhecimento de todas as participantes.

- entre mulheres 1/2 Setembro
- em casal 5/6/7 Outubro
- em grupo misto 1/2/3/4 Novembro

Se quiserem pôr questões, dúvidas existenciais ou afins, por favor contactem-me para amala.shakti.devi@gmail.co​m.

Amor amor amor e prazer infinito!
Vossa irmã
Amala

amala.shakti.devi@gmail.co​m
amala.shanti@gmail.com
www.sexualidadesagrada.com

15 outubro 2010

A SEXUALIDADE DAS MULHERES CELTAS

A beleza das mulheres celtas foi decantada pelos autores clássicos.
Seu ar impoente, suas vestes e adereços deveriam fazer delas uma visão sem dúvida formidável aos olhos de gregos e romanos.
Orgulhosas, elas usavam jóias em ouro, contas e pedras preciosas, e a igualdade de direitos lhes dava ainda mais força.
A sexualidade não era algo de que os celtas se envergonhassem, pelo contrário: nas palavras de Diodorus Siculus, "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são recusados".

Esse costume social retratado por um historiador grego observando os gauleses encontra eco nas lendas irlandesas da Rainha Maedbh, que afirmava "jamais ter se deitado com um homem sem que houvesse outro a esperá-la na sombra".
E quando uma nobre romana, não acostumada com a liberdade e a força do caráter das mulheres celtas questionou a integridade moral de uma delas, ouviu a acachapante resposta: "nós mulheres celtas atendemos as exigências da natureza com muito mais dignidade do que vocês, romanas: pois enquanto nós copulamos abertamente com nossos melhores homens, vocês secretamente se sujeitam aos mais vis."
O sexo não era encarado em rígidos termos moralistas, uma mulher não era "culpada" de adultério se tivesse relações sexuais extraconjugais. Mais tarde a igreja cristã combateu essas leis e muitos outros costumes célticos referentes às mulheres, sobretudo o direito ao divórcio, a herdar propriedades, portar armas e a exercer a profissão médica.
Estudar os comportamentos sexuais de uma sociedade como a celta que conhecemos por intermédio da sua literatura – essa passando infelizmente pelo filtro da cultura cristã – e pelos achados de utensílios, estelas e ogamstones, é possível "reconstruirmos" alguns de seus comportamentos e práticas sociais. Jean Markale em seu livro La femme celtique. Mythe e sociologie nos explica que a sexualidade – principalmente a feminina -, era tratada com naturalidade, pois ela é inerente a natureza humana e não podia ser reprimida o que infelizmente, a partir do século V com a chegada do bispo Patrício e do cristianismo passou a receber a conotação pecaminosa, conceito imposto pelo cristianismo.
Numa sociedade onde a mulher é senhora de seu próprio corpo – ela percebe em si os ciclos da natureza, ela dá à luz homens e mulheres e, sabe que o seu corpo é a fonte de seu prazer como a de seu companheiro.
Há um grau de liberdade muito grande entre os celtas, já que a mulher pode dispor de seus bens, pode divorciar-se e pode ou não aceitar as concubinas do marido, podendo ela também – dependendo de sua riqueza e posição social manter amantes.
A rainha mítica Maedbh, esposa do rei Ailil mantinha um amante a quem se entregava apenas para obter prazer pois, dedicava seu amor exclusivamente ao rei.
Esses comportamentos "liberados" das mulheres lhes garantiam a sua circularidade e visibilidade (LAURETIS: 1995, 56) dentro da sociedade celta. Recorro mais uma vez a Jean Markale para explicar a importância do sexo nesta sociedade, quando explica que o ato sexual é um retorno ao Paraíso, ou então, é uma pequena mostra de como pode ser o Outro Mundo, ou o Mundo das Fadas, onde não há dor, fome ou necessidades e o orgasmo, principalmente aquele atingido simultaneamente pelo homem e pela mulher, é a porta de entrada para esse paraíso (MARKALE: 1976, 330, 1, 2, 3)! Tanto os homens como mulheres celtas almejavam estar entre as fadas, pois além de estarem vivendo num estado constante de prazer, sabiam que este duraria a eternidade.


A mulher possui três funções: ela é a Transformadora, a Iniciadora e a Finalizadora.
É pelo sexo e, ainda mais pela liberdade de poder vivenciar a sua sexualidade que ela pode:
Transformar: a vida, dar à luz e prazer a si e ao seu companheiro;
Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e por fim é a
Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro mundo.

A circularidade e visibilidade da mulher na sociedade celta eram naturais o que provavelmente chocou os cristãos e trataram impor os seus conceitos: virgindade indispensável e repressão dos desejos e instintos sexuais femininos.
A consciência do próprio corpo – o conhecimento profundo de cada parte, de cada ciclo, de cada ponto onde se pode obter prazer – era comum entre as mulheres celtas que quando sentiam desejo por um homem, lhe ofereciam prazerosamente, a "amizade de suas coxas".

Mas toda essa liberdade para amarem e viverem em plenitude a sua sexualidade advém de uma consciência e uma responsabilidade para consigo e para com os outros membros de sua comunidade,o que contrasta com a repressão vivida pelas mulheres ocidentais hoje.
E toda essa vivência é assim definida por Markale e ela resume e define a mulher celta e a sua sexualidade:

"Se a mulher ocidental moderna não é livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam amar."(MARKALE: 1976 – 354).

http://luzdanovaera-fraternidadebranca.webnode.com/products/a-sexualidade-das-mulheres-celtas-/