23 dezembro 2011

Redescobrindo o principio do divino na ÀGUA

(...)
Mulheres foram abençoadas com o presente da auto-limpeza na forma de nosso ciclo menstrual. Assim como a terra tem seus ciclos, os sistemas reprodutivos da mulher e o ciclo menstrual são um mecanismo de limpeza sintonizado com a lua. A lua é o guardião feminino que alinha as águas femininas e a menstruação aos ciclos do cosmos. Assim como a água limpa a si mesma por osmose, evaporação, precipitação e filtragem durante a sedimentação, as mulheres liberam e transformam toxinas acumuladas, energias estagnadas e emoções através da menstruação. A menstruação é uma maneira do corpo e da mente se limparem para toda a família, pois a mulher é a peça central da família, pois é a que dá a luz e nutre. A menstruação foi suprimida pela sociedade ao ponto de pessoas tentarem escondê-la, fingir que não está acontecendo e ignorando-a. Todos os sintomas da TPM, ou saúde debilitada em torno da menstruação ou dos sistemas reprodutivos são claras indicações de alguma sorte de desarmonia espiritual ou física. Os ciclos naturais nunca deveriam ser considerados como certezas; o mesmo vale para o sistema menstrual da mulher.
O ciclo natural da mulher é um método altamente avançado para as mulheres se reconectarem à terra e limparem seu ser interior. Mulheres precisam aprender a honrar este momento sagrado e serem apoiadas pelo seu entorno neste feito. Devolver o sangue menstrual como matéria fértil para o solo é uma prática ancestral, contrastante com o conveniente descarte na descarga do banheiro. A verdadeira reza da mulher para devolver seu sangue menstrual para a terra, através do uso do moderno e conveniente coletor de silicone fortalece a comunicação direta com a terra e o eu interior da mulher. Isso permite que as mulheres novamente se tornem suas próprias curandeiras e revigora a relação deteriorada com o planeta Terra. As emoções ficam ancoradas ao solo e não na água. Quando o sangue menstrual é depositado na água, a água se torna mais volátil com emoções e toxicidade. Mesmo a água sendo reciclada muitas vezes, nós beberemos esta volatilidade e será difícil equilibrar mente, espírito e a harmonia masculino/feminino no planeta. O elemento terra tem a habilidade de acalmar as águas.
O primeiro passo para harmonizar o papel do divino feminino é recuperar nossas águas. Como humanidade e indivíduos, temos de reclamar nossas águas. Em uma jornada interior para curar e garantir águas tranquilas é importante integrar a si mesmo nos ciclos naturais das leis do universo. Em um nível ambiental é importante estar seguro de onde vêm nossa água potável, como foi tratada e para onde fluirá depois. É a responsabilidade pessoal com a saúde interior e sua manutenção, para que então possamos ser úteis na preservação e continuidade da comunidade. Na reza e no dia a dia, significa balancear as águas internas e externas permitindo a nós mesmas honrar e ouvir a fluidez das águas femininas.
Fonte: http://plantandoconsciencia.wordpress.com/tag/menstruacao/

22 dezembro 2011

La importancia de usar faldas!!!


La mujer como lo hemos explicado esta conectada en su mayoría con la energía de la Gran Madre y con el poder de lo Sagrado Femenino, mismo que como hemos explicado trabaja la energía sexual, que es un flujo poderosísimo que nos ancla a la materia y que si lo sabemos dominar y usar a nuestro favor, nos dará poder, luz, salud y vitalidad. El chakra encargado de esta conexión es el chakra menos cocido, explorado y dominado, el chakra raíz.

 La practica y el dominio y el trabajo con este centro energético nos permite reactivar el poder dentro de nosotras, para poder manejar la materia de manera consciente. La mujer es poseedora en gran parte de esto, pero justamente ha bloqueado esta conexión con la entrada de vigor del patriarcado.

La mujer desde la prehistoria uso faldas largas que permitían una conexión y un puente perenne entre el chakra raíz y el área sexual femenina, teniendo así el flujo de energía activa constantemente.

Las antiguas sacerdotisas y sacerdotes atlantes, egipcios, usaban faldas, permitiendo la comunicación constante y el flujo de energía entre la tierra y el área sexual, todavía existen sacerdotes que usan faldas, para tener este puente energético activo. La mujer moderna no tiene idea de lo que ha hecho con el uso de pantalón, ya que está bloqueando por completo el paso de la energía de la Diosa de la tierra, hacia el útero, que es donde se puede crear todo lo que necesita para sentirse plena, feliz, y tener más poder de lo interno y de lo externo. Es necesario que la mujer regrese al uso de las faldas, para que vaya sanando día con día este puente, y haciendo que su chakra raíz regrese a estar firme, pleno y poderoso así como brillante para un mayor poder, y así levantar por este mismo medio la energía kundalini para bien de ella y del planeta.

Una mujer necesita volver a usar las faldas para su propia curación y despertar, ya que la práctica de la meditación sólo le ayudará en la reconexión con los chakras de arriba.

Cuando una mujer usa una falda debido a la conexión tan importante de la energía de la madre o Diosa al área sexual que es el centro de creación, formación y poder femenino, la energía se concentra dándole a ella la oportunidad de usar una gran cantidad de energía de forma ilimitada para cualquier cosa, como curar a personas, predecir el futuro, curarse así misma, canalizar, armonizar, dominar, guiar, materializar entre muchas cosas que suceden con el flujo de energía que se logra solo al usar falda. Con una falda larga la conexión con la tierra es como una especie de túnel, cerrado que permite mas capacidad y sabiduría
Fonte: http://www.circuloixchel.com/Mujer/Ar_falda_importancia.htm

Renascer


Na noite mais longa do ano, deixo-te ir escuridão! 
Celebro o renascer do Sol no meu coração ♥




"O Simurgh era considerado o purificador da terra e das águas e, consequentemente, concedia a fertilidade.
A criatura representava a união entre a terra e o céu, servindo como mediador e mensageiro entre os dois. 

O Simurgh abrigava-se na Gaokerena, o Hom (avéstico: Haoma), Árvore da Vida, que fica no meio do mundo marítimo Vourukhasa. A planta, que é um potente remédio, é chamado de tudo-cura, e as sementes de todas as plantas são depositadas sobre ele. Quando o Simurgh levanta vôo, as folhas da árvore da vida sacodem fazendo todas as sementes de cada planta caírem. Estas sementes flutuam ao redor do mundo sobre os ventos de Vayu-Vata e as chuvas de Tishtrya, e segundo a cosmologia, enraizam-se para tornarem-se cada tipo de planta que já viveu, curando todas as doenças da humanidade."

YULE


Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, 
pedindo para que a Deusa rejuvenesça os nossos corações
 e nos dê forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. 



É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria.

Belly


"A beleza está nos olhos de quem a vê."

Julgamento


O ser Humano tem tendência a julgar o "outro" pel'aquilo que ele próprio é...


24 novembro 2011

Asas e Raízes

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  Tens RAÍZES em MIM...
Tenho ASAS em TI...


Magia!

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...a caixinha mágica... pensei estar vazia!...
Hoje, ao olhar-te com a alma, descobri-lhe vida!
...saltam de lá flores, pássaros e estrelinhas!
Estavam escondidas raízes profundas...
Renasceu um bosque e nem sequer é Primavera!
...gostava que o visses!


24 outubro 2011

Message from the Hopi Elders

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We have been telling the people that this is the Eleventh Hour
Now you must go back and tell the people that this is the Hour
And there are things to be considered.


Where are you living?
What are you doing?
What are your relationships?
Are you in the right relation?
Where is your water?
Know your garden.


It is time to speak your truth
Create your community.
Be good to each other.
And do not look outside yourself for the leader.
This could be a good time!
There is a river flowing now very fast
It is so great and swift that there are those who will be afraid.
They will try to hold onto the shore.
They will feel they are being torn apart and they will suffer greatly.
Know the river has its destination.
The elders say we must let go of the shore, and push off and into the river,
Keep our eyes open, and our head above the water.
See who is in there with you and Celebrate.
At this time in history, we are to take nothing personally.
Least of all ourselves.
For the moment that we do,
Our spiritual growth and journey comes to a halt.


The time of the lone wolf is over, Gather yourselves!
Banish the word struggle from your attitude and your vocabulary.
All that you do now must be done in a sacred manner
And in celebration.


"We are the ones we've been waiting for..."




The Elders, Hopi Nation, Oraibi, Arizona


06 outubro 2011

Persiste...


A roda gira incessantemente,
enquanto a vida nos troca os passos
incertos,
reencontros em desencontros
e mais uma volta
até acertar.

Aquilo a que resistimos
retorna,
persiste, indiferente ao passar do tempo,
alheado da vontade,
e volta a tornar.

O relogio avança
num compasso ritmado,
num doce esquecimento em azul,
num deslizar subtil pelos dias e noites,
onde tanto mais do mundo acontece, numa dança...
e eis que inesperadamente
o ressoar dos sinos no alto da torre
faz regressar ainda mais uma outra vez
a melodia da lembrança.


Mnemosine
06/10/2011


20 julho 2011

Ser Feliz...

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Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer *à Deusa* a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

Fernando Pessoa

Cântico Negro

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Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém. -
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí!
Só vou por onde Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!


José Régio

Aprendes...

"Depois de algum tempo, aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

...E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é curto demais para os planos.

Depois de algum tempo aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam…

E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.

Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas alguns segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida.

Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedi-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser.

Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer.

Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.

Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências.

Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é das poucas que te ajuda a levantar.

Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversários já comemoraste.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá ao direito de seres cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar mais… que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida."



Wiliam Shakespeare

20 dezembro 2010

YULE: Solestício de Inverno

Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbath do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbath por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabbath os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)



A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbath do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Fonte: http://tocadoelfo.blogspot.com/2008/12/yule-solstcio-de-inverno.html

28 outubro 2010

Samhain - A morte do Deus

Samhain - O Fim e o Início de um Ano Novo para os Celtas
(31 de Outubro - Hemisfério Norte) e (30 de Abril - Hemisfério Sul)

Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samhain (pronuncia-se SOUEN) marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram.
... E o ano chega ao final! Nossos últimos alimentos são colhidos após o equinócio de outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos estocar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar seus filhos famintos e nutrir o Deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do Deus através daquela que um dia foi sua amante, mas que agora será sua mãe: a Deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.

O "Outro Mundo" celta, também conhecido como o Abismo, é um lugar entre os Mundos; uma mistura de paraíso e atormentações. É o lugar no qual todos buscamos respostas para nossas perguntas mais íntimas, onde a fantasia se mistura à realidade e o consciente ao inconsciente. O Abismo é o local onde os heróis são levados para que possam confrontar seus maiores inimigos: seus próprios fantasmas. Somente vencendo esses fantasmas, que nada mais são que seus medos, preconceitos e angústias, eles poderão retornar como verdadeiros heróis.
Esta é a simbologia do Santo Graal; uma busca interior de algo que queremos erroneamente materializar neste mundo. Somente os cavaleiros que ousarem atravessar os portais do "Outro Mundo" e vencerem a si próprios serão contemplados com a plenitude do Graal.

Durante esta noite o véu que separa esses dois mundos está o mais fino possível, permitindo que espíritos do Outro Mundo atravessem o portal sem grandes dificuldades.
Por isso, a Noite dos Ancestrais é um momento de nos lembrarmos daqueles que se foram e habitam o Outro Mundo. É hora de honrarmos as pessoas que um dia amamos, deixando que elas nos visitem e comemorem conosco esse momento tão especial da Roda do Ano. 

Samhain é o festival da morte e da alegria pela certeza do renascimento. O Deus morreu, e a Deusa, trazendo no ventre o seu amado, recolhe-se ao Mundo das Sombras para esperar o seu renascimento. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um dia, como a natureza, renascerão. Os cristãos transformaram essa data no "Dia de Todos os Santos" e no "Dia de Finados", numa alusão supersticiosa a essa ligação.
É uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabbat é o negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo sumo de maçã. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.

15 outubro 2010

A SEXUALIDADE DAS MULHERES CELTAS

A beleza das mulheres celtas foi decantada pelos autores clássicos.
Seu ar impoente, suas vestes e adereços deveriam fazer delas uma visão sem dúvida formidável aos olhos de gregos e romanos.
Orgulhosas, elas usavam jóias em ouro, contas e pedras preciosas, e a igualdade de direitos lhes dava ainda mais força.
A sexualidade não era algo de que os celtas se envergonhassem, pelo contrário: nas palavras de Diodorus Siculus, "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são recusados".

Esse costume social retratado por um historiador grego observando os gauleses encontra eco nas lendas irlandesas da Rainha Maedbh, que afirmava "jamais ter se deitado com um homem sem que houvesse outro a esperá-la na sombra".
E quando uma nobre romana, não acostumada com a liberdade e a força do caráter das mulheres celtas questionou a integridade moral de uma delas, ouviu a acachapante resposta: "nós mulheres celtas atendemos as exigências da natureza com muito mais dignidade do que vocês, romanas: pois enquanto nós copulamos abertamente com nossos melhores homens, vocês secretamente se sujeitam aos mais vis."
O sexo não era encarado em rígidos termos moralistas, uma mulher não era "culpada" de adultério se tivesse relações sexuais extraconjugais. Mais tarde a igreja cristã combateu essas leis e muitos outros costumes célticos referentes às mulheres, sobretudo o direito ao divórcio, a herdar propriedades, portar armas e a exercer a profissão médica.
Estudar os comportamentos sexuais de uma sociedade como a celta que conhecemos por intermédio da sua literatura – essa passando infelizmente pelo filtro da cultura cristã – e pelos achados de utensílios, estelas e ogamstones, é possível "reconstruirmos" alguns de seus comportamentos e práticas sociais. Jean Markale em seu livro La femme celtique. Mythe e sociologie nos explica que a sexualidade – principalmente a feminina -, era tratada com naturalidade, pois ela é inerente a natureza humana e não podia ser reprimida o que infelizmente, a partir do século V com a chegada do bispo Patrício e do cristianismo passou a receber a conotação pecaminosa, conceito imposto pelo cristianismo.
Numa sociedade onde a mulher é senhora de seu próprio corpo – ela percebe em si os ciclos da natureza, ela dá à luz homens e mulheres e, sabe que o seu corpo é a fonte de seu prazer como a de seu companheiro.
Há um grau de liberdade muito grande entre os celtas, já que a mulher pode dispor de seus bens, pode divorciar-se e pode ou não aceitar as concubinas do marido, podendo ela também – dependendo de sua riqueza e posição social manter amantes.
A rainha mítica Maedbh, esposa do rei Ailil mantinha um amante a quem se entregava apenas para obter prazer pois, dedicava seu amor exclusivamente ao rei.
Esses comportamentos "liberados" das mulheres lhes garantiam a sua circularidade e visibilidade (LAURETIS: 1995, 56) dentro da sociedade celta. Recorro mais uma vez a Jean Markale para explicar a importância do sexo nesta sociedade, quando explica que o ato sexual é um retorno ao Paraíso, ou então, é uma pequena mostra de como pode ser o Outro Mundo, ou o Mundo das Fadas, onde não há dor, fome ou necessidades e o orgasmo, principalmente aquele atingido simultaneamente pelo homem e pela mulher, é a porta de entrada para esse paraíso (MARKALE: 1976, 330, 1, 2, 3)! Tanto os homens como mulheres celtas almejavam estar entre as fadas, pois além de estarem vivendo num estado constante de prazer, sabiam que este duraria a eternidade.


A mulher possui três funções: ela é a Transformadora, a Iniciadora e a Finalizadora.
É pelo sexo e, ainda mais pela liberdade de poder vivenciar a sua sexualidade que ela pode:
Transformar: a vida, dar à luz e prazer a si e ao seu companheiro;
Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e por fim é a
Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro mundo.

A circularidade e visibilidade da mulher na sociedade celta eram naturais o que provavelmente chocou os cristãos e trataram impor os seus conceitos: virgindade indispensável e repressão dos desejos e instintos sexuais femininos.
A consciência do próprio corpo – o conhecimento profundo de cada parte, de cada ciclo, de cada ponto onde se pode obter prazer – era comum entre as mulheres celtas que quando sentiam desejo por um homem, lhe ofereciam prazerosamente, a "amizade de suas coxas".

Mas toda essa liberdade para amarem e viverem em plenitude a sua sexualidade advém de uma consciência e uma responsabilidade para consigo e para com os outros membros de sua comunidade,o que contrasta com a repressão vivida pelas mulheres ocidentais hoje.
E toda essa vivência é assim definida por Markale e ela resume e define a mulher celta e a sua sexualidade:

"Se a mulher ocidental moderna não é livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam amar."(MARKALE: 1976 – 354).

http://luzdanovaera-fraternidadebranca.webnode.com/products/a-sexualidade-das-mulheres-celtas-/

10 outubro 2010

Crianças Indigo

Os meninos Índigo vieram para trabalhar a humanidade. É um projecto do céu. Trazem uma programação interna capaz de ensinar qualquer adulto. Vão provocar inversão total de valores. Só entendem a linguagem de amor, amor que vem directamente do coração. Não se deixam enganar, nem se desviam do seu caminho. Resistem aos padrões de educação tradicional, eles é que vieram para educar. Estão a nascer em todas as casas. Dão nas vistas pelo seu comportamento. Devem ser acompanhados e nunca desviados da sua missão. Se o adulto mostrar ter uma mente aberta e receptiva, este “pequeno adulto” vai mostra-lhe os caminhos.

São capazes de uma antevisão clara e objectiva das questões. Vem para colocar o dedo na ferida da humanidade e incentivar à mudança. Identificam o erro, oferecem pistas e dão soluções. Vão incomodar muita gente, pois obrigam a uma revisão total de valores, de tudo o que está estabelecido e que o homem confortavelmente não quer mudar. Querem ver alterados padrões de comportamento, de sociedade e da pedagogia.

Atravessamos momentos de profunda alteração, mas muito ainda está em perigo e muito há a fazer. Ao contrariar a natureza deste ser tão em sintonia com amor, com a paz e o universo, ele vai tornar-lhe a vida muito difícil. Não vai colaborar. Quanto mais for violentado em lugar de compreendido, piores os registos.



Vêm ligados aos portais e vibram na medida certa. Qualquer perturbação externa que afecte este equilíbrio é penoso para estes seres. Sempre que estas crianças tão equilibradas lhe apresentarem distúrbios de comportamento fique certo que estão apenas a imitar ou a reflectir um comportamento seu. Fazem de espelho para melhor lhe explicar o que vai mal consigo, na sua vida, na sua casa, que no fundo é também o contexto dele.

Tem um forte sentido de justiça, pelo que a resposta “porque sim”, “porque eu é que sei”, “porque eu é que mando”, não é indicado. Pode induzi-los em comportamentos irritadiços, nervosos. Pode até acontecer que na próxima conversa, lhe devolvam respostas desta mesma natureza.

Ao longo da história a humanidade presenciou grandes obras realizadas por parte de Índigos, estes muitas vezes foram apenas reconhecidos, após a sua morte. Foram casos isolados.

A abundância destas crianças, no dia de hoje é tal que ninguém pode ficar indiferente. É necessário compreender bem que trazem uma nova mensagem e compreender que mensagem é essa.

Fique seguro que é um enorme desafio para pais, familiares, educadores de infância e professores. Um ser destes bem acompanhado será brilhante, prestará serviço à sua comunidade com conotações acima da média. Simplesmente porque faz o que gosta.

Um bebé tem identidade própria, não deseduque o seu filho para o obrigar a ser o que não conseguiu ser. Ele vem para ser ele mesmo, tem um projecto de vida. Cabe apenas ao adulto respeita-lo e orienta-lo.

Estas crianças têm seus padrões, suas vontades sabem exactamente porque vieram, ao que vieram, e porque nasceram no seio da sua família. Necessitam de amor, protecção e orientação porque são gente adulta, dentro de um corpo de criança.

Caso estas crianças sintam que o adulto as entende, as respeita como elas são e percebe da nova programação com que nascem, saltam para o seu colo com uma simpatia universal.

Tem um sorrir aberto, olhos grandes e um à vontade que parece dar a entender que o conhece desde sempre. Sem cerimónia, diz-lhe na cara o que menos espera ouvir, mesmo que o tenha conhecido faz poucas horas.

Assim, como idealmente gostamos e tratamos do nosso corpo, do nosso ser, tentemos ver o planeta terra como se de nosso corpo se tratasse. O inicio foi perfeito, bonito e bem cuidado, mas com o decorrer dos tempos, dos séculos, o homem descurou o tratamento deste ser magnifico, que é a nossa casa. O que é património de todos, encontra-se em profundo desequilíbrio. Ao adulto actual custa ter este tipo de visão. O seu campo de preocupações fica restrito aos m quadrados da sua casa ou escritório e pouco mais. Sugere sempre que sozinho nada pode alterar. Uma vez que o padrão se repete, o que surge são centenas de pessoas que olham apenas ao seu espaço. Uma criança Índigo vem contrariar esta tendência, pois ela sabe que tal manifestação não é correcta e que todos os pensamentos juntos já fazem volume e envolvem o planeta de negatividade. Ela tem consciência universal, não olha apenas para si mesma.

Sente e presente sem margem de erro, o que o adulto vale e o que está a pensar.
Quando encontra baixas vibrações, chora, adoece e não se sente bem.

O azul Índigo de sua auras reflecte o caracter com que nasce, tem sentido humanitário, faz sem esperar o resultado, partilha com os desfavorecidos, é sensível ao mal estar alheio, é verdadeiro na essência, tem consciência que onde acaba a sua mão começa a mão do seu amigo ou desconhecido.

O seu Índigo pode não ser médico, juiz ou engenheiro, mas seguramente tem acesso a uma sabedoria que já não se encontra nos livros.

Em alguns casos gosta de estar só. Desde cedo é um ser bem centrado em si e no que vem cá fazer. Se tiver que escolher entre estar com um adulto que não o entende e estar só, pois fica só e muito alegre.

Sem que ele se aperceba, veja todas as suas brincadeiras. Observamos que tem a ver com sentimentos, pessoas, harmonia e construção. Os seus sentimentos são bem ligados à mãe terra e ao pai céu.

Se observar o seu Índigo a comer areia e pintar a parede da sala com caneta, fique certo que vai fazer estas e outras experiências, pois tem necessidade de experiência todas as vertentes do seu ser. Pode pegar e largar em várias actividades ao mesmo tempo sem parecer concluir alguma, uma vez que tem uma velocidade de interiorizar acima da média. São velozes, irrequietos, tem sede de conhecimento, se não consegue faze-los parar, inscreva-os em todas as actividades extra escolares que sejam de seu interesse.



Não estranhe se ele lhe ler os pensamentos, e acabar o seu raciocínio, numa conversa, também faz parte das suas características. Caso tenha capacidade de o ouvir com atenção, pode dar-lhe indicações e soluções para resolução das suas questões.

Cada pensamento, cada manifestação, são energias em movimento. Uma vez que tudo o que vai também volta, conforme o envio, assim vai ser o retorno. Trate bem o seu Índigo, com carinho e amor, quanto mais jovem a criança maior o grau de expressão, pela via do comportamento, do seu mau estar ou bem estar interno.

09 outubro 2010

A noite...


A Noite veio ao meu leito
Falar-me do silêncio, do medo
E das horas sós
E eu enfrentei a Noite,
Toda a noite,
Com a força da minha voz.

Veio falar-me do Outono,
Da fúria do vento
E da força do Mar
E eu encarei a Noite,
Toda a noite,
Com a paz do meu olhar.

A noite trazia ao peito
O deserto, a dor,
A vida crucificada,
E eu entreguei-me à Noite
Toda a noite
Até à Madrugada.

A Noite veio de noite
Falar-me do sono
Da noite e de mim
E eu possuí a Noite
Toda a noite
Até ao Fim.


por: Luis Costa

22 setembro 2010

Mabon...


Eis que chegámos à fase mais melancólica de toda a Roda do Ano: Mabon, ou melhor, o Equinócio de Outono. No dia 23 de Setembro, o Sol entra em Balança, assinalando então o início desta caminhada ao Submundo.

Nesta data, iremos celebrar esta ocasião, tendo em conta o duplo significado desta festividade neo-pagã. Mabon é, em primeiro lugar, uma altura de celebrar as vastas colheitas e agradecer aos Deuses pela Natureza e por toda a sua bondade por nos dar o alimento (isto, mais comummente para as zonas rurais). Em segundo lugar, esta época melancólica serve para um género de introspecção anual, onde demarca o momento da necessidade de reciclagem da nossa própria vida, onde serão eliminados diversos factores negativos que fomos acumulando durante todo um ano.

Tal como no Equinócio de Primavera, a partir de Mabon os dias e as noites têm praticamente a mesma duração, apesar de gradualmente se verificar uma conquista da escuridão aos períodos de dia, que se prolonga até ao pico máximo do eixo descendente da Roda do Ano, ou seja, até Yule.

O Equinócio de Outono é um período de verdadeira instabilidade energética a nível etéreo da natureza. É um período onde a maioria dos animais selvagens entra na época do cio e outros que se preparam para hibernar. Toda a Natureza se acalma gradualmente, como que um percurso fúnebre durante a viagem da Deusa aos reinos do Submundo, onde é colocada a prova pelo Deus Cornudo. Mabon é então a altura de celebração da morte do próprio Deus. A Deusa, no Wicca Tradicional, está grávida dele e então é chamada de Deusa Viúva… Situação que se prolongará até Yule, onde o Deus Solar irá nascer.

Fonte: http://stellatus.wordpress.com/2006/10/28/22/

21 setembro 2010

Amo-te!

... 
"Não tenho medo de te perder, 
pois não és nenhum objecto de minha propriedade,
nem de nada,
amo-te assim como és,
sem apegos, sem medos, 
sem condições, sem egoísmos, 
cuidando para não te absorver.


Amo-te livremente porque amo a tua liberdade tanto como a minha." 


-Anthony de Mello-
... 

11 setembro 2010

Prayer to Gaia


My Prayer to Gaia
by Sedonia Cahill

Great Mother, I am your daughter and I call to you.
Teach me courage and kindness and how to love myself
Help my heart be pure and my vision clear
Show me how to live without bitterness and blame
Let me know nature which is always true
Fill me with your silence as I learn the art of patience
Teach me of my own power and purpose
Send me your light as you guide me into your dark cave
Hold me when I am afraid
Help me to see there is no fault in the Universe, only life dancing
Reveal to me that timeless space inside
Where the dance has no beginning and no end
Fill me with wonder as I touch once again the delicate magic that is life
In my heart there is much longing
I am ready to face whatever your Mystery may unveil

Written on her first Vision Quest in 1982

ayahuasca

27 julho 2010

Mudanças...



"Todas as mudanças, mesmo as mais desejadas, têm a sua melancolia; porque deixamos para trás uma parte de nós.
Precisamos de morrer uma vida antes de entrar noutra."


(Anatole France)

26 julho 2010

Experience...


"Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him."


-- Aldous Huxley

23 julho 2010

Gratitude...



"Gratitude is the attitude that changes everything.
To be grateful for something is to stop resisting it, to see it and acknowledge it as a gift, even when the gift is not immediately apparent."

Neale Donald Walsh

17 julho 2010

Qual é a sua Deusa Interior?

Resultado do teste: Qual é a sua Deusa Interior?
em: http://descubrasuadeusa.vilabol.uol.com.br/descubra_sua_deusa.html



Sua deusa interior é Afrodite

A mulher-Afrodite é regida pela deusa do amor. Está voltada principalmente para os relacionamentos humanos, a sexualidade, romance, beleza e intriga. Costuma ser muito sensual, criativa e envolvente. Pode ser mal interpretada e difamada por seu jeito de ser. Seus relacionamentos amorosos são geralmente muito intensos e quase sempre complicados.
Para evoluir como pessoa você precisa interpretar as coisas mais com o lado racional do que o emocional. Precisa saber separar e classificar seus sentimentos e ações para poder viver em equilíbrio.



Existe uma segunda versão sobre seu nascimento, que nasceu da espuma dos mares, fecundada pelos testículos de Urano. Afrodite é a deusa do amor, beleza e paixão. Também era considerada a deusa da primavera, das flores, jardins e da navegação. Ela nunca teve que fazer qualquer trabalho, diferente de fazer amor. Ela amou fazer os deuses e deusas, do Olimpo, se apaixonar por mortais. Afrodite castigou os celibatários severamente e outros que foram contra os prazeres do amor. Afrodite abençoa todos os verdadeiros amantes com beleza e paixão, mas ela própria não tem fidelidade ou compromissos. Sendo a mais bela e popular do Olimpo, foi cortejada por todos os deuses, inclusive Zeus, a quem recusou. Em vingança, deu-a em casamento ao deus do fogo, Hefesto, o mais feio dos imortais. Teve vários amantes. Traia o marido com Dioniso, Poseidon, Ares, Hermes, e Anquises. Teve muitos filhos de outros, entre eles Eros, Hermafrodito, Anteros, Harmonia e outros mais. A chuva da primavera era o elemento fecundante enviado pela deusa. 


Grandes Ciclos da Natureza


Temos a informação e a linguagem que podem responder a questão sobre o significado de 21 de dezembro de 2012.De "Os Vedas",livro hindu de 8 mil anos,e o calendário hebreu,de 5 mil anos,às profecias indígenas da Ásia e das Américas,antigas tradições sugerem que algo realmente grande acontecerá durante nosso tempo na história.É importante notar que não há nada em nenhuma profecia que diga incondicionalmente que o mundo terminará nessa data.O que afirmam é que,nessa ocasião,o mundo,como o conhecemos,entrará em uma era de mudança.
A maneira como responderemos à mudança definirá o modo que a experimentaremos na era seguinte de nossa existência.

O que coloca a profecia maia além das predições gerais de outras culturas é que ela tem um prazo final,que ocorrerá dentro do nosso tempo de vida.
O último ciclo do intangível calendário maia corresponde a uma série de eventos tangíveis,alguns dos quais já estão acontecendo hoje.Eis aqui o que sabemos com certeza:

* O fim do grande ciclo maia marca um raro alinhamento do nosso planeta,do nosso sistema solar com o centro da galáxia - algo que só ocorrerá outra vez daqui a 26 mil anos.

* Em 10 de março de 2006,um ciclo de tempestades solares terminou e um novo ciclo começou.E este,está previsto que alcançará seu pico em 2012 e que sua intensidade será 30 a 50% maior que a dos ciclos anteriores.

* Os cientistas concordam em que os campos magnéticos da Terra e a experiência humana sugerem que é mais fácil aceitar mudanças e adaptar-se a novas idéias em campos magnéticos mais fracos.

* A recente validação de princípios quânticos prova que a maneira como percebemos o mundo - nossas crenças sobre nossa experiência - influencia fortemente nossa realidade física.

Com esses fatos em mente,o solstício de 21 de dezembro de 2012 parece ser uma grande janela cósmica de oportunidade.É a oportunidade de nos beneficiarmos de nossas experiências individuais e coletivas dos últimos 5 mil anos de história,à medida que nos libertarmos das crenças destrutivas que criaram doenças em nosso corpo e tempo de vida limitado,que levaram a diferenças que nos separaram,que justificaram as grandes guerras da história e destruiram partes inteiras de nosso planeta.Tal possibilidade existe apenas quando todos os parâmetros necessários convergem para uma única janela de tempo,e isso parece ser exatamente o que acontecerá em 2012.

Se a presença de campos magnéticos baixos nos prepara para a mudança e para a aceitação de novas experiências,se a perda do escudo magnético da Terra permite a influência direta de campos de alta energia,que são normalmente defletidos para trazer a mudança,e se ambas as coisas estão acontecendo no tempo geral de 26 mil anos do alinhamento galáctico,então é como se o cosmo tivesse conspirado para nos mostrar o poder do "raio de sincronização" galáctico.Que oportunidade rara e bizarra!O modo como vamos receber essa oportunidade é a escolha que estamos fazendo hoje.

Em 2005,a "Scientific American" publicou uma edição especial intitulada "Encruzilhadas para o planeta Terra",na qual identificou uma série de cenários que,deixados sem verificação,sustentam o potencial para o término da vida na Terra como a conhecemos hoje.A questão era que,embora qualquer dos cenários fossem catastróficos,todos estavam acontecendo hoje.Claramente,as escolhas da guerra,da escassez de recursos,do genocídio,do abuso de tecnologia e da tecnologia baseada em combustível fóssil não são sustentáveis por outro milênio.Para mudar a maneira como vivemos precisamos mudar nossas crenças,e tal mudança pode vir apenas da visão poderosa e holística de quem somos no universo.Do muito que 2012 representa,ele pode oferecer uma janela sem precedentes de tal oportunidade.

Estamos caminhando para um tempo de catástrofe sem precedente,para mil anos de paz ou para ambas as coisas?Ninguém sabe com certeza.Embora os ciclos solares e as reversões magnéticas sejam muito reais e definitivamente tenham acontecido no passado,nunca aconteceram enquanto 6,5 bilhões de pessoas viviam no planeta e,certamente,não com a maioria dessas pessoas dependendo da tecnologia de redes de energia,de comunicação,de computadores e de satélites de posicionamento global.Do mesmo modo que a incerteza acompanha qualquer nascimento,simplesmente não sabemos o que o nosso nascimento em tal experiência monumental pode significar para a vida,a tecnologia,nossas emoções e nossos corpos.

Sabemos,porém,que os antigos humanos podem ter experimentado ciclos semelhantes,embora menos intensos,alguns dos quais podem ter ocorrido há 10 mil anos.Embora as tradições bíblicas e oral sugiram que tal tempo,certamente,não foi "fácil como de costume",o fato de as pessoas terem vivido para recordar esses ciclos nos mostra que se pode sobreviver a esses eventos.As novas descobertas relacionando a física da crença à realidade também nos mostram que a maneira como sentimos nossa experiência tem um efeito direto sobre "o quê" realmente experimentamos.Para nosso encontro com 2012,isso sugere que,se vivermos focados em todas as coisas ruins que podem acontecer,perderemos as experiências alegres que podem realmente impedir que essas coisas ruins aconteçam.

Hoje,se você perguntar aos descendentes maias o que aconteceu aos seus ancestrais,eles lhe contarão a história de uma geração de guardiões do tempo,que,um dia,deixou seus templos,observatórios e pirâmides,caminhou para as florestas e simplesmente "desapareceu",retornando para o lugar de onde veio.Sem considerar o que a história dessa geração significa para nós,é claro que quem quer que tivessem sido esses maias originais,eles sabiam algo em seu tempo que estamos apenas começando a entender no nosso.A chave para a mensagem deles é que seu segredo era mais do que a representação precisa do tempo em uma placa de pedra.A única peça de sua sabedoria que não poderiam gravar em sua mensagem hieroglífica é precisamente a que dá sentido ao término de seu ciclo.Somos nós a peça de sabedoria,e se pudermos abraçar o fato de que somos uma família nesse mundo - e muito possivelmente parte de uma família maior no cosmo -, nossa experiência na história estará completa.

A partir dessas perspectivas,o solstício de 21 de dezembro de 2012 torna-se uma janela poderosa para nossa emergência coletiva em nosso potencial maior.Tal momento é tão raro que temos sido preparados para ele por mais de 5 mil anos,e serão necessários outros 26 mil anos antes que os mesmos ciclos de oportunidade surjam de novo.Enquanto a fonte de nossa luz - o Sol - se move em perfeito alinhamento com o centro de nossa galáxia,estamos prontos para receber a dádiva maior de todas,a do nosso eu verdadeiro?O palco está preparado,a escolha é nossa,o cosmo está esperando.Teremos sabedoria para unir ciência,história,tradição e crença no milagre que espera por nós em 21 de dezembro de 2012.

Fonte: http://wwwjaneladaalma.blogspot.com/2009_11_01_archive.html

Menstruação


A palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”. A primeira forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. A sincronia entre o ciclo lunar e o menstrual refletia o vínculo entre as mulheres, a Lua e as deusas da fertilidade. O poder da mulher vem de seu sangue, e por isso ela não deve desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado. O sangue menstrual liga a mulher ao poder da Criação.

Com o advento das sociedades patriarcais, o sangue menstrual passou a ser visto como sujo e maligno, o que não deixa de ser irônico, visto que o sangue menstrual é o maior indicativo da fertilidade de uma mulher.

A escritora Mirella Faür diz: “Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres ‘videntes’. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referentes ao sangue menstrual”.

E continua: “Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!”.

“Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação (…), a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos ritos de passagem e dos mistérios da mulher”.



Preocupamo-nos demais com consumismos e modismos e nos esquecemos de nosso poder como mulheres. Devemos retomar os antigos conhecimentos, estudar os antigos mitos lunares e reconhecer o poder mágico de nosso ventre. Desta forma, podemos nos reconectar à essência primordial de nossas vidas naturais.

Fonte: http://yvannasaraiva.blogspot.com/2009_12_01_archive.html