17 julho 2010

Sangue Menstrual


O sangue menstrual possibilita a mulher a lembrar todos os meses de que ela é a manifestação da Deusa na Terra, que ela é fértil como a Terra, que ela é a vida que nutre a vida. É o não reconhecimento a esta força e poder que faz a mulher se sentir estranha, fatigada, introspectiva e até mesma doente durante sua menstruação, pois renegar a importância e sacralidade deste período é renegar a própria Deusa. A mulher que honra seu ciclo mensal passa a ver o seu sangue não com vergonha, mas como sagrado, o sangue da cura, o sangue da vida, percebendo que a cura da vida está no retorno à sabedoria da mulher e da Deusa.
Os Mistérios do Sangue sempre estiveram associados aos poderes de magia da mulher. Antes dos avanços científicos e o entendimento biológico da menstruação, o ciclo mensal era visto como algo mágico, pois representava a capacidade que a mulher tinha de sangrar sem adoecer. Como para os povos primitivos o sangue estava diretamente ligado a vida e a morte, o fato das mulheres sangrarem mensalmente sem terem sua saúde prejudicada era motivo de espanto e reafirmava o poder da mulher, o qual todos honravam. Como ainda os processos de concepção não tinham sido descobertos, a gravidez era vista como a capacidade da mulher se auto-fertilizar, transformando o seu sangue em nova vida. Até a supremacia patriarcal imperar, os corpos e ventres das mulheres eram o templo sagrado da vida. Com a chegada das religiões patrilineares, a mulher passou a ser considerada a origem do pecado original e de todos os males da vida. A partir dai sua menstruação, a origem do seu poder espiritual, também passou a ser considerado algo pecaminoso, o qual deveria ser evitado. Os corpos da mulheres passaram a ser propriedade dos homens. Mulheres em todo mundo sofrem até hoje o impacto dessa mudança histórica. A menstruação então ganhou vários tabus. A própria bíblia impõe vários preceitos que devem ser seguidos pela mulher que menstruar ou por aqueles que tiverem contato com ela durante seu ciclo: A mulher que estivesse menstruando deveria permanecer intocada por um ciclo de 7 dias, qualquer pessoa que a tocasse era considerada impura; tudo o que ela tocasse durante seu período menstrual deveria ser limpo e purificado; quem se deitasse sobre a mesma cama que uma mulher menstruada deveria se purificar lavando suas roupas e seria considerado impuro durante um período de 24 horas. Para compreendermos isso devemos entender que a menstruação da mulher era vista como a fonte de seu poder mágico e espiritual. Assim sendo, tudo o que é sagrado se torna um tabu e o que se transforma em tabu com o tempo é esquecido, deixado de lado, evitado, ridiculzarizado. A Menstruação da mulher era o mais sagrado dos mistérios. Este ciclo a ligava com a Deusa, pois como Ela a mulher passava por transformações aproximadamente à cada 28 dias. Celebrar novamente os Mistérios do Sangue da mulher torna possível a restauração e resacralização de seu útero, de suas vidas, permitindo que as mulheres se sintam novamente donas do seu corpo e possam viver seus ciclos naturais que incluem menarca, gravidez e menopausa de forma mais equilibrada e em sua totalidade. Ao passo que nossa cultura deixa de realizar tais cerimônias, ela reforça os valores patriarcais e a continuidade da retirada e enfraquecimento do poder da mulher. Muitos são os danos psicológicos causados às mulheres por causa da negligência de nossa comunidade em honrar os Mistérios do Sangue da mulher. Isso inclui a noção de vergonha imposta pela sociedade moderna acerca da menstruação, que é visto por muitos como algo sujo, ruim e subjugador, colocando as mulheres numa posição inferior aos homens ao passo que isso deveria representar o contrário.

Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. Reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!
Não mais o respeito e a veneração pelo poder sagrado de seu sangue, mas a vergonha, a repulsa, o silêncio sobre "aqueles dias", as acusações e explicações "científicas" dos estados depressivos, explosivos ou das mudanças de humor como algo mórbido, que deveria ser tratado com remédios ou com a indiferença.
Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas Lunares, onde as mulheres se isolavam para recuperar suas energias e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual, a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos "Ritos de Passagem" e dos "Mistérios da Mulher".

(...)

É imperativo à mulher contemporânea recuperar a sacralidade de sua biologia. Para isso, ela deve lembrar seus antigos conhecimentos, compreender os verdadeiros mitos e arquétipos de sua natureza lunar, reconhecer o poder mágico de seu ventre e sua conexão com a Deusa.
A sociedade atual, altamente industrializada e intelectualizada, é carente de Ritos de Passagem e Celebrações, preocupando-se apenas com a produtividade, o consumismo e os modismos.
É vital para a mulher moderna suprir essa lacuna lendo e reaprendendo as antigas tradições, usando sua intuição e sabedoria para adaptá-las à sua realidade moderna, celebrando os Ritos de Passagem.
Esse ato de "acordar" e "relembrar" reconecta a mulher à sua essência verdadeira, dando-lhe novos meios para viver de forma mais plena, harmônica, mágica e feliz.

Fonte: http://olivrodabruxa.blogspot.com/2009/03/importancia-do-rito-de-menarca.html

A ARTE DE MENSTRUAR


O que define uma mulher? Muitas respostas poderiam ser dadas a esta pergunta, mas o que caracteristicamente a define é o fato de que mulher menstrua. E em sua condição plena, ela menstrua regularmente, expressão redundante, pois a palavra menstruação, que significa, literalmente, ‘mudança de lua’, tem como sílaba-raiz mens, mensis, a medida, origem da contagem do tempo, i.é., da regularidade.

A sílaba latina mens forma palavras como medida, dimensão metro, mente, para citar algumas. No sânscrito, a sílaba original era ma, de mãe, mana. Na Suméria, os princípios organizadores do mundo, atributos da deusa Inana, eram os me, sílaba contida no nome de muitas deusas, como Medéia, Medusa, Nêmesis e Deméter.

Para as mulheres da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. É provável que a palavra sacramento se origine de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada. Um ritual exclusivamente feminino, conhecido pelos gregos como Thesmophoria, mas cuja origem se perde no tempo, era realizado anualmente no período da semeadura. As mulheres que tinham atingido a idade do sangramento se reuniam num campo sagrado, e ao primeiro sinal do fluxo menstrual, elas desciam por uma fenda para levar sua oferenda às Cobras, as grandes divindades primárias do mundo profundo, que representam o poder regenerador na terra, no campo e no corpo das mulheres. Ofereciam o melhor leitão da ninhada, cuja carne apodrecida junto ao sangue menstrual era misturada às sementes, que então eram enterradas no campo sagrado, para promover e propiciar uma colheita abundante.

Os antigos ritos de menstruação hindus estão relacionados com Vajravarahi, literalmente ‘Porca de Diamante’, a deusa que rege as divindades femininas iradas, que dançam o campo energético do ciclo menstrual. Ela é a dançante Dakini vermelha, filha da Deusa Primal do Oceano de Sangue, mais tarde denominado de Soma.

Representando o fluido da vida, o sangue menstrual sempre foi considerado tabu, palavra polinésia que significa ‘sagrado’ e que foi interpretada pelos antropólogos como sendo ‘proibido’. De fato, o sangue menstrual, como o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, isto é, sagrado e portanto proibido àqueles que não menstruassem, como era o caso dos primeiros antropólogos homens.

No mais esotérico dos rituais tântricos, o Yoni Puja, os sucos liberados pela cópula eram misturados com vinho e partilhados pela congregação. O mais poderoso de todos os sucos era aquele obtido quando a yogini estava menstruando.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrada com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida. Além de apaziguar o poder destruidor, o rito tinha como função auxiliar a menina a entender sua condição física e sua relação com a função procriadora da natureza. Ainda uma criança em espírito e condição social, a partir de suas regras, a jovem deve assumir o comando de sua vida. Sem ritos de passagem, o que temos para oferecer às nossas meninas, que as ajude a transformar e assumir sua nova identidade?

Ao longo do processo civilizatório, a menstruação foi sendo depreciada, relegada, virando tabu. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Ironicamente, retorna à visibilidade para se tornar um negócio milionário, o dos absorventes ditos ‘higiênicos’, mas que continua a reforçar a idéia de que o sangue menstrual é ‘sujo’. O apelo maior da propaganda de absorventes é tornar a menstruação invisível. Promete que usar tal ou qual marca de absorvente possibilita à mulher levar a vida como se nada estivesse acontecendo em seu corpo. Descaracteriza-a como mulher, negando sua característica mais distintiva.

Devemos abolir os absorventes? É claro que não, pois não vivemos na Idade da Pedra. Mas talvez devêssemos nos espelhar no exemplo das índias andinas, que simplesmente se agacham e deixam seu sangue fluir para a terra. Impossibilitadas de agir assim numa terra coberta de asfalto, podemos, contudo, transformar esta prática num ritual. É importante para as mulheres recuperarem o sentido sagrado do fato biológico central em suas vidas. Pois, ainda hoje, a maioria das mulheres ‘liberadas’ acredita que suas regras (aquilo que as rege) é uma inconveniência que, se possível, deveria ser eliminada. Se formos capazes de romper com esta crença, talvez possamos desvincular o feminino da idéia de fragilidade e instabilidade. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilações a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É a expressão da imprevisibilidade da própria vida.

O ciclo hormonal feminino apresenta dois pontos culminantes: a ovulação e a menstruação. O polo branco da ovulação, chamado muitas vezes de rio da vida, é o polo ovariano, procriativo, momento do ciclo em que, biologicamente, a mulher se coloca plenamente a serviço da espécie. O polo vermelho da menstruação, também chamado de rio da morte, é o polo uterino, quando a mulher se volta para si mesma. Ou pelo menos deveria, pois a arte de menstruar, a habilidade de fluir com a vida, é o momento em que somos chamadas para dentro, a fim de curarmos a nós mesmas.

Desprezada e negligenciada, não é de estranhar que a menstruação revide. A TPM (Tensão entre Patriarcado e Menstruação) é a expressão do conflito que nós mulheres vivemos, entre voltarmo-nos para o acontecimento sagrado dentro de nós ou atender à demanda do mundo externo. O período menstrual nos torna mais sensíveis, captando os acontecimentos em torno de nós através de uma lente de aumento e reagimos de acordo. Se aprendermos a respeitar o movimento energético que acontece em nosso interior, poderemos usar esta sensibilidade de um modo mais significativo e reverter a depreciação a que o sangramento foi submetido, recuperando sua sacralidade.

Como mulheres modernas, inseridas num mundo que funciona de acordo com os valores masculinos, nem sempre podemos nos recolher na cabana de menstruação, como faziam nossas antecessoras, onde descansavam e partilhavam suas experiências. Mas podemos reduzir nossas atividades ao mínimo, deixando para outro momento algumas delas. Também podemos nos recolher para dentro de nós, enquanto executamos as atividades diárias que nos competem. Depois de cumpridas as tarefas, podemos nos retirar para um lugar tranqüilo e prestar atenção ao que acontece no nosso útero, observar as sensações e os sentimentos, os sonhos que emergem. O período menstrual é o momento em que podemos aprender mais a nosso respeito e curar nossas feridas. Assim reverenciada, a arte de menstruar pode ser recuperada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher.

Fonte: http://www.vadiando.com/textos/archives/000744.html

Mistérios Femininos


A menstruação é uma das coisas mais sagradas para uma Mulher e provavelmente o Mistério mais profundo da sacralidade feminina e espiritualidade da Deusa.Em muitas culturas antigas a primeira menstruação de uma garota, a menarca, era marcada com um Rito de Passagem especial. Isto era uma forma de iniciação que introduzia a garota na vida adulta lhe ensinando valores e Mistérios próprios dessa nova condição de vida. Rituais como este foram celebrados entre povos tão distantes quanto os africanos, havaianos, celtas e nativos americanos.Muitos são as Tradições mágicas ligadas à menstruação da mulher e seu ciclo.No Egito os Faraós faziam elixires mágicos com o sangue menstrual para aumentar os seus poderes espirituais e magnetismo. Os gregos misturavam o sangue menstrual de uma mulher nas sementes que seriam plantadas, pois acreditavam que isso aumentava a fertilidade do solo e a possibilidade de conseguir uma colheita farta. Muitas são as lendas que nos falam da criação do mundo através do sangue menstrual da Deusa.Muitos povos antigos construíam templos especiais dedicados à reclusão das mulheres durante sua menstruação, uma vez que eles acreditavam que a mulher possuía poderes mágicos incríveis durante esta fase. As mulheres também eram altamente honradas durante seu período menstrual e recebiam privilégios. Entre os nativos americanos a mulher menstruada saia à noite para caminhar nua entre os campos quando as sementes estavam crescendo, isso afastava os insetos e pragas.

Quando a mulher não encontra solo fértil onde possa aprender e honrar este processo natural de transformação que ocorre em seu corpo, ela pode desenvolver danos psicológicos que acabam por transformar esta transição em uma fase brutal de crises, contestações, problemas emocionais e desencontros internos. Algumas mulheres podem demorar anos para resolver as crises provindas de uma transição mal resolvida na adolescência, outras nunca sairão delas.Uma mulher que não é ensinada a honrar a sacralidade do seu corpo e de sua menstruação perde o seu orgulho, sua auto-estima e confiança. O retorno aos rituais que celebram a Menarca e a transição da infância para a fase adulta da mulher através dos Mistérios do Sangue formam a noção de individualidade, honra e respeito em uma mulher, já que as mulheres não sentem naturalmente vergonha da sua menstruação, são sim ensinadas a isso. Quanto mais as mulheres honrarem seus próprios mistérios, a sacralidade de seu próprio corpo, mais a humanidade estará se afastando do caos promovido por séculos de patriarcado e ofuscação da força e poder feminino.A verdadeira Bruxa deve ter consciência da sacralidade do seu próprio sangue mensal e sobre os Mistérios e ritos que o envolvem. Em tais ritos ela deve perceber o seu sangue como o elixir da vida, sem o qual nada nem ninguém existiria.O sangue menstrual possibilita a mulher a lembrar todos os meses de que ela é a manifestação da Deusa na Terra, que ela é fértil como a Terra, que ela é a vida que nutre a vida. É o não reconhecimento a esta força e poder que faz a mulher se sentir estranha, fatigada, introspectiva e até mesma doente durante sua menstruação, pois renegar a importância e sacralidade deste período é renegar a própria Deusa. A mulher que honra seu ciclo mensal passa a ver o seu sangue não com vergonha, mas como sagrado, o sangue da cura, o sangue da vida, percebendo que a cura da vida está no retorno à sabedoria da mulher e da Deusa.

Os Mistérios do Sangue sempre estiveram associados aos poderes de magia da mulher. Antes dos avanços científicos e o entendimento biológico da menstruação, o ciclo mensal era visto como algo mágico, pois representava a capacidade que a mulher tinha de sangrar sem adoecer. Como para os povos primitivos o sangue estava diretamente ligado a vida e a morte, o fato das mulheres sangrarem mensalmente sem terem sua saúde prejudicada era motivo de espanto e reafirmava o poder da mulher, o qual todos honravam. Como ainda os processos de concepção não tinham sido descobertos, a gravidez era vista como a capacidade da mulher se auto-fertilizar, transformando o seu sangue em nova vida. Até a supremacia patriarcal imperar, os corpos e ventres das mulheres eram o templo sagrado da vida. Com a chegada das religiões patrilineares, a mulher passou a ser considerada a origem do pecado original e de todos os males da vida. A partir dai sua menstruação, a origem do seu poder espiritual, também passou a ser considerado algo pecaminoso, o qual deveria ser evitado. Os corpos da mulheres passaram a ser propriedade dos homens. Mulheres em todo mundo sofrem até hoje o impacto dessa mudança histórica. A menstruação então ganhou vários tabus. A própria bíblia impõe vários preceitos que devem ser seguidos pela mulher que menstruar ou por aqueles que tiverem contato com ela durante seu ciclo: A mulher que estivesse menstruando deveria permanecer intocada por um ciclo de 7 dias, qualquer pessoa que a tocasse era considerada impura; tudo o que ela tocasse durante seu período menstrual deveria ser limpo e purificado; quem se deitasse sobre a mesma cama que uma mulher menstruada deveria se purificar lavando suas roupas e seria considerado impuro durante um período de 24 horas. Para compreendermos isso devemos entender que a menstruação da mulher era vista como a fonte de seu poder mágico e espiritual. Assim sendo, tudo o que é sagrado se torna um tabu e o que se transforma em tabu com o tempo é esquecido, deixado de lado, evitado, ridiculzarizado. A Menstruação da mulher era o mais sagrado dos mistérios. Este ciclo a ligava com a Deusa, pois como Ela a mulher passava por transformações aproximadamente à cada 28 dias.Celebrar novamente os Mistérios do Sangue da mulher torna possível a restauração e resacralização de seu útero, de suas vidas, permitindo que as mulheres se sintam novamente donas do seu corpo e possam viver seus ciclos naturais que incluem menarca, gravidez e menopausa de forma mais equilibrada e em sua totalidade. Ao passo que nossa cultura deixa de realizar tais cerimônias, ela reforça os valores patriarcais e a continuidade da retirada e enfraquecimento do poder da mulher. Muitos são os danos psicológicos causados às mulheres por causa da negligência de nossa comunidade em honrar os Mistérios do Sangue da mulher. Isso inclui a noção de vergonha imposta pela sociedade moderna acerca da menstruação, que é visto por muitos como algo sujo, ruim e subjugador, colocando as mulheres numa posição inferior aos homens ao passo que isso deveria representar o contrário.

"O sangue menstrual, representando o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo"

Fonte: ttp://witchclubhouse.blogspot.com/

A Lua Vermelha da menstruação


Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
(...)

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.

Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

O mundo atual - em que a maior parte das mulheres trabalha - ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

Mirella Faur

Fonte: http://www.teiadethea.org/

24 junho 2010

A Energia da Lua

 

LUA NOVA

As pessoas tendem a recolher-se, tanto física com psicologicamente. Não há tanta energia para despender. Apesar de ser uma fase de introspecção, a Lua Nova, representa o período mais fértil para se dar início à tudo o que for novo em nossa vida.Podem ser situações, projetos, idéias, tentativas, etc.É aconselhável dar preferência à situações que não tenham antecedentes.Ou seja, que estejam surgindo agora.Temos que tentar e arriscar.Ideal para experimentarmos formas diferentes de fazermos as coisas.
Temos novamente outra chance.Qualquer coisa deve ser plantada aqui. Nem tudo florescerá, mas este é o período mais fértil para isso.Todas as possibilidades estão presentes.O que projetarmos nesta época, seja um pensamento, ou palavras, ou planos, terá mais chance de serem concretizados.
LUA CRESCENTE
Esta fase Lunar representa uma desarmonia de qualidades.Temos que lutar para que nossos projetos e intenções venham a vingar.Começam a surgir obstáculos e é hora de serem enfrentados em prol de nossas realizações.Não é hora de desistir nem desaquecer.É um período de bastante movimento, em que as coisas se aceleram, mas ainda não ganharam forma.Ainda há tempo de fazermos mudanças necessárias ou de corrigir algumas abordagens.Porém, nem tudo vingará. O padrão que predominar na Lua Crescente é o que irá progredir durante todo ciclo lunar. É preciso, então, prestar bastante atenção à natureza deste padrão; se for positivo (crescimento do sucesso), se for negativo (crescimento dos obstáculos).

    LUA CHEIA

    Esta Lua torna as pessoas mais sensíveis e inquietas. Mexe muito com o estado emocional geral e altera o humor. É também conhecida como a fase das realizações e transbordamentos, para melhor ou para pior.Se durante a Lua Crescente tivermos conseguido cumprir as etapas de crescimento e resolvido todo os entraves a tempo, teremos a sua culminância aqui. Do contrário, poderemos sentir frustração. Os nossos planejamentos atingiram o nível máximo de potencialidade. Nesta fase ficamos mais receptivos e mais ligados ao nosso inconsciente. As emoções e as sensações se aguçam, sob o efeito desta Lua e os relacionamentos podem ficar preocupantes, por conta de uma obsessão.É bem mais difícil manter o equilíbrio. Convém, dessa forma, procurar manter a calma. Especialmente indicado para pedidos ao Cosmos e prática de poder mágico. Cuidado com o que diz, pois nada ficará em segredo ou a salvo de muitos comentários. Bom para mudar de emprego ou de residência.

      LUA MINGUANTE

      Esta Lua é ótima para se largar situações insatisfatórias, porque estamos menos atingidos por elas. Tudo perde um pouco a intensidade e a importância.Aproveite esta fase e faça uma introspecção e auto-análise.Não insista em assuntos ou projetos que não vingaram até agora.Aguarde por nova chance na Lua Nova. Ótimo para fazer limpeza doméstica, livrar-se daquilo que não precisa mais. Não dê inicio a nada. Recolha energias e as utilize para terminar coisas e finalizar pendências.

      Buscas e encontros...


      "Dizem que tudo o que buscamos, também nos busca e, se ficamos quietos, o que buscamos nos encontrará.
      É algo que leva muito tempo esperando por nós.
      Enquanto não chegue, nada faças. Descansa. Já tu verás o que acontece enquanto isto.”

      Clarissa Pinkola

      23 junho 2010

      Litha

      Litha,Solsticio de Verão
      (21 de Junho) H. Norte / (21 de Dezembro) H. Sul

      Esse é o ápice do verão, quando o Deus e a Deusa se encontram em sua plena juventude, e com toda energia da vida ascendente.
      Na noite de Midsummer (O Solstício de Verão) fadas, duendes e toda a sorte dos elementais correm pela Terra, celebrando o fervor da vida. A data era comemorada nos tempos antigos geralmente com jogos e festivais.
      O corpo e o físico são reverenciados nesta data. Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder.
      Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde.
      Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte.

      Gosto...




      Gosto da forma aberta, clara e transparente como falamos de qualquer assunto.
      Gosto da maneira como me ouves e de como me transmites a visão masculina do Mundo.
      Gosto da maneira como me olhas e atravessas a Alma...

      (Gosto da maneira como me tocas e respeitas o meu ritmo...)

      Gosto da tua companhia!

      17 junho 2010

      Amor e Liberdade





      "Porque é culpa, se alguma coisa é culpa
      Não multiplicar-mos toda a Liberdade de um Ser Amado
      Por toda a Liberdade que em nós possamos encontrar.
      Onde Amamos temos apenas isto:
      Libertar-nos uns aos outros.
      Porque prender-nos é fácil e não é preciso aprende-lo."

      Rainer Maria Rilke

      04 maio 2010

      Sei o que é preciso!

      ...
      Teatro AQUILO - "Escritores 5 Gárgulas"
      Tema mensal: "Sei o que precisas!"
      ...


      Sei o que precisas...
      Sei-o de cor!
      Tu, que és Eu... e que afinal somos Um!
      Sei a tua ânsia e o teu desassossego...
      Sei a busca pelo Amor,
      pelo teu reencontro no exterior.
      Sei as tuas viagens pela mente.
      Sei o experienciar dos sentidos
      e a libertação pela palavra escrita.
      Sei o divagar da caneta e do pincel...
      Sei a insegurança e o medo...
      Sei a música que te preenche
      e a Arte com que exprimes o íntimo Ser.
      Sei a tranquilidade que precisas,
      sei acalmar a tua voz interior.
      Sei a harmonia dos sentimentos e pensamentos.
      Sei a comunicação pela telepatia
      e o ritmo que te faz o vibrar das células.
      Sei a magia da vida
      e o desvelar desta encenação cósmica.
      Sei os códigos ancestrais registados nas Almas
      e a linguagem do corpo e do espírito.
      Sei a importância da re-União da Tribo
      e do preencher os vazios pela integração dos antípodas.
      Sei a Alegria e o estremecer do coração.
      Sei o despertar da roda da Vida e dos ponteiros do tempo.
      Sei o Agora...
      Sei-o... Agora!

      29 abril 2010

      Sacred Beltane Fire

      Hemisfério Norte 01/05 e Hemisfério Sul 31/10...

      A palavra Beltane significa "fogo luminoso" ou "fogo sagrado", ocorre no início de Maio e celebra a chegada do verão, a colheita, a fertilidade e o surgimento da vida.

      Os Druidas elevavam fogos nas terras altas das Ilhas Britânicas nas vésperas de Maio, em um ato real de magia na intenção de se trazer a luz do Sol para a Terra, simbolizando a vitória da Luz sobre a Escuridâo...

      Uma das tradições mais belas de Beltane é o Maypole, ou Mastro de fitas. Um mastro ao qual se prendem fitas coloridas é erguido, e em uma dança ritualística essas fitas (cada qual representando um desejo) são trançadas, tal como são trançados os destinos nos caminhos da vida... Com este ritual, os participantes colocam-se sob a proteção dos Deuses...

      Casais jovens saltam sobre as fogueiras (ou fogos) de Beltane ou correm e dançam entre elas... O gado solto dos estábulos (após o longo inverno que terminava) era dirigido para entre duas fogueiras para que houvesse a limpeza das doenças bem como garantia de fertilidade e produção farta de leite.

      A principal característica dos "rituais de Beltane" originou-se nas primeiras comunidades rurais e se difundiu universalmente... " os jovens casais iam para as floresta e campos fazer amor e retornavam no dia 1o de Maio, trazendo flores de espinheiros para decorar casas e estábulos"...
      Em Beltane celebramos o Amor... capaz de dar vida a tudo... o Deus e a Deusa são apaixonados e férteis... e de seu amor, tudo, absolutamente tudo nascerá... Acredita-se que os rituais de Beltane aumentam as energias e a fertilidade, melhoram a saúde, o otimismo e a auto-confiança, além de trazer luz e calor ao verão que se inicia...

      17 abril 2010

      Voar!

      "Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
      Não me mostrem o que esperar de mim, porque vou seguir o meu coração.
      Não me façam ser quem não sou...!
      Não me convidem a ser igual, porque sinceramente eu sou diferente.
      Não sei amar pela metade.
      Não sei viver de mentira.
      Não sei voar de pés no chão.
      Sou sempre a mesma, mas concerteza não serei a mesma para sempre..."

      (autor desconhecido, mas profundamente admirado)

      02 abril 2010

      Mensagem de uma Criança para os seus Pais...

      Não me dês tudo o que peço. Às vezes só peço para ver até onde posso chegar.
      Não me grites. Respeito-te menos quando me gritas e me ensinas a gritar também e eu não quero fazê-lo.
      Não me dês sempre ordens. Se em vez de ordens, às vezes me pedires, eu faria mais rápido e com mais vontade as coisas.
      Cumpre as promessas boas ou más. Se me prometes algo dá-me, mesmo que seja um castigo.
      Não me compares com ninguém especialmente com o meu irmão ou irmã. Se tu me fazes sentir melhor que os outros, alguém sofre e se me fizeres sentir pior que os outros, sou eu que sofro.
      Deixa-me ter valor por mim próprio, se tu fizeres tudo por mim eu nunca poderei aprender.
      Não mintas à minha frente, nem me peças para mentir por ti, ainda que seja para te tirar de uma aflição, pois fazes-me sentir mal e perder a confiança em tudo o que me dizes.
      Quando eu faço algo de errado, podes questionar-me mas não esperes sempre que eu saiba explicar o porquê, pois às vezes nem eu mesmo sei.
      Quando estives enganado sobre qualquer coisa admite-o, pois a opinião que tenho de ti crescerá e ensinas-me a admitir também os meus erros.
      Trata-me com a mesma amabilidade e simpatia, com que tratas os teus amigos, somos uma família mas também poderemos ser amigos.
      Não me digas para fazes uma coisa e tu não a fazes, pois eu aprenderei a fazer como tu, ainda que não o diga.
      Quando te contar um problema meu, não me digas: “Não tenho tempo para parvoíces” ou “Isto não tem importância nenhuma”. Tenta compreender-me e ajudar-me.
      Ama-me e diz-me que me queres. Gosto de ouvir tu dizeres, ainda que tu não aches necessário dizê-lo. 

      Recolha do Livro de RAFAEL MOLINA – “Filho perdoa-me”. Sincelejo – Colômbia
      Tradução de Teresa Ferrão (Ed. Infância) e Anabela Vinagre (Psicóloga)

      31 março 2010

      Lua Cheia de Março: A Lua da Tempestade

      A palavra "março" deriva de Marte, uma homenagem ao deus que traz vitalidade, deus da guerra, protetor do gado, dos campos e das fronteiras, da agricultura, além de contras as doenças. Seu nome é de origem desconhecida, mas seu nome mais antigo parece ser Marmors, que pode ter a ver com "mármore" (em latim "marmor"), que era usado para marcar fronteiras entre terras. Na Roma Antiga, Março era o primeiro mês do ano, iniciado 21 de março, no equinócio. Os rituais feitos eram de purificação e regeneração das armas e dos campos, pois os agricultores tinham que cultivar e proteger suas terras.
      Marte é o Poder Protetor, a agressividade dirigida pela luta, a coragem para todo tipo de batalha: bélica, do dia a dia, do trabalho, da defesa da comunidade, até ideológica, etc. É uma força que pode nos levar a enfrentar algo quase impossível, apenas pelo dever de o fazer. É também a consciência de que, enquanto houver seres humanos, a guerra nunca acabará, pois que sempre existiu e é inerente aos homens.

      A Lua de Tempestade também é conhecida Lua dos Ventos, Lua Quaresmeira, Lua do Arado, Lua do Corvo, Lua do Olho Interior e Nuin - Ash Moon (Lua do Freixo) para os celtas. Traz energias de recomeço, prosperidade, libertação e equilíbrio. É necessário que nos harmonizemos com as energias tempestuosas e guerreiras deste nos desfazendo de ilusões, encarando verdades muitas vezes dolorosas, renovando nossos relacionamentos (afetivos e profissionais) e, principalmente buscando nosso equilíbrio e crescimento pessoal. A luz do mês de março dá a oportunidade de iniciar novos projetos e empreendimentos e crescer em todos os sentidos, mas, para isso, devemos aprender a transmutar sentimentos e ilusões que em nada contribuem para nossas vidas.

      O dom de enxergar além das aparências é inerente a todas as mulheres/fadas/bruxas/magas/feiticeiras. Neste mês você poderá trabalhar sua capacidade de enxergar as verdades que estão ocultas. Para que essa sensibilidade se manifeste, porém, você precisará aperfeiçoar sua relação com o mundo. Diariamente, exercite esse dom de "observar" o universo:

         1. Ao acordar, dirija-se à janela e olhe o dia. Perceba como está o tempo. Chove? Faz Sol? Olhe bem para o céu.
         2. Ao tomar o café da manhã, sinta o sabor dos alimentos. Comente com os outros o que está a sentir.
         3. Ao sair de casa, observe atentamente o caminho, parando sempre que alguma coisa chamar a sua atenção.
         4. Cumprimente gentilmente todas as pessoas que passarem por você, mesmo aquelas que não conhece.
         5. Ao encontrar um amigo, converse com ele e diga o quanto está feliz por vê-lo.
         6. Dê atenção a todo animal que encontrar.
         7. Ao entardecer, suspenda as suas actividades e observe o dia que termina. Perceba as cores, os sons, os cheiros, os movimentos da natureza.
         8. Ao jantar, converse com os outros sobre os acontecimentos do dia e agradeça pelo alimento que agora você come.
         9. Antes de dormir, "converse" com a noite e diga-lhe que você deseja ampliar a sua visão interior.

      Fonte: http://alma-cigana.blogspot.com/2010/03/marco-lua-da-tempestade.html

      20 março 2010

      OSTARA - Primavera!

      ...Ostara e o primeiro dia da Primavera. E o momento do ano em que o Sol diretamente acima do equador, fazendo com que noite e dia tenham igual duracao. Nesse dia,escuridao e luz sao precisamente iguais; entao, esse Sabbat traz sentimentos de equilibrio e interacao. Desse dia em diante o dia dominara a noite, ou seja, os dias serao maiores que as noites e a Terra esplodira com vida.
      ..Ostara e celebrado no hemisferio Sul por volta do dia 22 de Setenbro e no hemisferio Norte por volta de 21 de Marco. Este e o tempo para Rituais de fertilidade, momento no qual a vida se renova.
      ..Ostara, conhecido tambem como o Equinocio de Primavera, e basicamente um Festival Solar. Na agricultura, sinaliza o tempo em que as sementes sao plantadas e comecam o seu processo de crescimento. Ostara e tido como um momento de uniao e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois e um periodo de igualdade e equilibrio entre as forcas da Natureza,
      e isso indica tambem que e o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
      ..Segundo as crencas Wiccanas, em Ostara o Deus (Sol)cresceu, tornando-se um jovem adulto. Ele esta passando pela puberdade e suas forcas sao refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. Ele esta crecendo novamente. Com a vitalidade Dele vem o calor da Primavera e o futuro plantio das futuras colheitas.
      ..A Deusa nao e tida mais como a Mae nutridora, mas como uma bonita Virgem da Primavera. Assim como em relacao a Natureza esse e o momento de plantar, essa tambem e hora de cultivarmos nossas "sementes" (metas e ogjetivos). E o periodo de celebrar as mudancas de nosso corpo, pois nessa estacao do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.
      .. Nesse dia, os antigos Pagaos da Europa acendiam fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo seria capaz de tornar a terra frutifera e manter suas casas em seguranca. o Fogo aceso tambem simbolizava iluminar os caminhos para que o Sol pudesse retornar a Terra.
      ..A Deusa revernciada nesse dia Eostre, que significa "a Deusa da Aurora", uma Deusa anglo-saxa da Primavera, da ressureicao e do renascimento. Estava associada a fertilidade e aos graos, e oferendas de pao e bolo eram feitas nessa epoca a Ela.
      ..A primeira e mais preservada Tradicao Paga de Ostara e a decoracoes dos ovos. O ovo simboliza a fertilidade da Deusas e do Deus, o simbolo de toda a criacao.

      (...)
      ..Ostara e o tempo da renovacao, o momento ideal de passear por jardins, parques, bosques, florestas e outros lugares verdes, fazendo do passeio um verdadeito Ritual, uma Celebracao da Natureza e da Vida. 

      Fonte: http://waikonazos.br.tripod.com/waikonazos/id11.html

      19 março 2010

      ...SONHOS...


      Dreams are the most important messages we ever receive. 
      Without exception, dreams are emanations of the most enlightened layer of our lives, 
      and all dreams attempt to lead us in more rewarding, fulfilling, and successful directions.
      ...

      16 fevereiro 2010

      Pessoa...



      Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
      que já tem a forma do nosso corpo,
      e esquecer os nossos caminhos,
      que nos levam sempre aos mesmos lugares.

      É o tempo da travessia:
      e, se não ousarmos fazê-la,
      teremos ficado, para sempre,
      à margem de nós mesmos.

      03 fevereiro 2010

      Declaração de Revolucionários Culturais


      Os Revolucionários Culturais…

      -vivem, agem e trabalham com e não contra a natureza
      -sabem que a vida é demasiado complexa para ser entendida a nível intelectual
      -criam e apoiam economias locais e auto-reguladas
      -valorizam e protegem a diversidade de qualquer tipo
      -valorizam e praticam a interdependência, uma vez que sabem que nada é realmente independente
      -consideram-se equivalentes a todas as formas de vida
      -protegem e apoiam a vida
      -amam e apoiam incondicionalmente as crianças
      -trabalham em si mesmo para uma maior consciencialização
      -estão familiarizados com os princípios ecológicos e integrám-nos nas suas vidas
      -consideram a música e a dança como uma parte integrante da sua expressão e da sua comunicação
      -vivem numa terra animada de vida e consideram-na como algo sagrado
      -entregam-se e comprometem-se em benefício da sua comunidade
      -sabem cultivar os seus próprios alimentos
      -experienciam e apreciam a sua percepção sensorial
      -celebram a vida
      -cooperam
      -deixam de pensar de forma “x ou x” para pensar de forma “x e x”
      -partilham conhecimentos
      -integrar o estar em processo como uma forma de ser e estar
      -não se identificam com o seu corpo, nem com os seus pensamentos ou emoções
      -vêem a mente como uma ferramenta
      -apercebem-se de que não existe Bem ou Mal
      -não se identificam com qualquer tipo de rótulo ou categoria social, nem com o seu passado ou o seu futuro
      -estão conscientes de que a essência de quem eles são é a própria vida
      -assumem a responsabilidade pelas suas emoções
      -estão conscientes e valorizam as suas relações com tudo o que de vivo e aparentemente não vivo os rodeia
      -valorizam e integram a sabedoria das mulheres
      -valorizam e integram a sabedoria das culturas indígenas
      -participam e investem em construir relacionamentos no lugar onde vivem
      -valorizam o conhecimento generalista
      -estão cientes que a mudança é um dos princípios fundamentais da evolução
      -trabalham para a diversificação e descentralização
      -evoluem do estado de consumidores dependentes para o de produtores responsáveis
      -estão à procura de formas pelas quais os seus interesses e os seus talentos se possam desenvolver
      -resistem e eventualmente desobedecem a qualquer lei que ilegalize formas de auto-governo, auto-produção e sustentabilidade
      -estão informados sobre o actual sistema monetário e identificam-no como uma forma contemporânea de escravidão
      -identificam e boicotam monoculturas biológicos, culturais, sociais e filosóficas
      -boicotam monopólios de qualquer tipo
      -questionam quem quer que promova uma única solução
      -valorizam a ética ambiental e humana sobre qualquer tipo de maximização de lucros
      -boicotam empresas e bancos que operem com fins puramente lucrativos e de maximização de lucros
      -estabelecem terras e florestas como bem comum
      -estabelecem a água como bem comum
      -estabelecem a biodiversidade e o conhecimento como bem comum
      -estão conscientes de que todo o tempo participam no processo de co-criação
      -permitem que a vida se desenvolva através deles

      Fonte: http://omvni.blogspot.com/

      02 fevereiro 2010

      Imbolc – A Promessa da Primavera

      Imbolc ou Candlemas, como também é conhecido, ocorre no pico do Inverno.

      Este é o tempo do ano em que a Terra se encontra fria. O sol está lentamente aumentando sua força a cada dia. A Luz Crescente é um sinal da promessa da Primavera. Imbolc é o festival que celebra a luz nas trevas.

      É festejado no hemisfério Norte em 2 de fevereiro e no hemisfério Sul é celebrado em 1º de agosto.

      A palavra Imbolc significa “no leite”, pois nesse período as ovelhas, vacas e cabras entravam em seu período de lactação e começavam a produzir leite. Isso era um indício claro da chegada da Primavera.

      Imbolc marca as boas-vindas à Primavera, época em que a vida começa a acordar do sono firo do Inverno. Neste dia sagrado celebramos a fertilidade de todas as coisas.

      Em Imbolc a Deusa Brigit, Senhora do Fogo, da vida, do conhecimento, da poesia, da fontes sagradas, era honrada por todos os celtas. Todos agradeciam por Ela ter mantido o Fogo da lareiras queimando durante as noites escuras e gélidas de Inverno.

      Brigit é uma Deusa solar, associada com as árvores, as flores e o cantar dos pássaros e nessa época do ano, com a aproximação da Primavera, todos esses elementos começavam a dar seus primeiros sinais vitais de retorno.

      Brigit tinha um santuário na antiga capital irlandesa de Kildare, onde um grupo de 19 Sacerdotisas mantinha uma chama eterna acesa em sua honra. Ela era considerada a Deusa do Fogo e a padroeira dos ferreiros. Era uma Deusa Tríplice, Guardiã da lareira e da família.

      Esse Sabbat simboliza o tempo em que a Deusa está cuidando do seu bebê, a Criança do Sol (o Deus). Ela e seu filho afastam o Inverno. O Deus está crescendo forte e poderosos e isso torna-se cada vez mais visível nos raios de Sol que começam a dar seus primeiros sinais. A Deusa está recuperando suas forças do nascimento em Yule e isso é refletido na coloração verde das plantas e nos animais que começam a sair da hibernação. Agora a Deusa abandona o seu aspecto de Anciã e se transforma na Virgem das Flores.

      Os Grandes Sabbats são conhecidos como Festivais de Fogo, pois é tradicionalmente acesa uma fogueira em suas celebrações. Imbolc é único em que o tempo frio impedia o acendimento de uma fogueira ao ar livre. As fogueiras de Imbolc tomavam forma então nas muitas velas e tochas acesas. Essa é a razão por que Imbolc é conhecido como Candlemas, que vem do Candle = “velas” associado a mas = “massa”, ou seja, “massa de velas”. As velas representam o pequeno fogo da Criança Sol (o Deus), crescendo em cada um de nós. Esse simbolismo das velas em Imbolc é extremamente poderoso, pois reafirma que a Divindade reside no interior de cada um de nós, bem como o poder de força de transformar as esperanças em realidade.

      Imbolc era o momento em que cada vela, lamparina e tocha da casa era acesa para iluminar os caminhos, para que o Sol pudesse atravessar. Por toda a Europa, nessa época, eram feitas procissões com tochas, com a finalidade de purificar os campos e arados para o plantio na Primavera que se aproximava. Isso poderia ser interpretado como um rito de invocação ao Deus (Sol), para que fertilizasse e fecundasse a Terra, e entrasse em todas as casas com sua luza para que estas fossem prósperas e ricas.

      Imbolc é o Sabbat da Purificação, por isso uma prática tradicional associada com esse Sabbat é a Varredura, na qual varremos nosso Círculo com Vassouras Mágicas, expulsando energias negativas, como azar, ressentimentos e coisas ultrapassadas de nossa vida. É comum também varrer toda a casa mentalizando o banimento do mal.

      Imbolc é o momento ideal de banirmos todos os remorsos e culpas (sentimentos associados ao Inverno) e planejarmos o futuro para o próximo ano. Esse é um dos Sabbats mais poderosos, pois traz uma mudança pessoal profunda e transformadora. É tempo de limpar, lavar e purificar e se preparar para o crescimento e a renovação. Também é um período de sacrifícios voluntários do nosso Eu Exterior, pois é hora de banir o velho para que o novo possa entrar. Nesse Sabbat são feitas purificações com Fogo e Água, os principais elementos da Deusa Brigit.

      É o momento de limpar e preparar nossas mentes e corpos para o ressurgimento. A Deusa está mandando embora os escombros do último ano com a sua sagrada Vassoura. Ela ocupará o espaço vazio com novas idéias e novos caminhos. Assim como Ela, temos que nos preparar e limpar o terreno para que o novo possa entrar em nossa vida.

      21 janeiro 2010

      ...decisions...




      "A real decision is measured by the fact that you've taken a new action.
      If there's no action, you haven't truly decided."

      Tony Robbins

      ...despertar...



      Quem olha para fora, sonha.
      Quem olha para dentro, desperta.
      Carl Jung

      Ser...

      As pessoas que não procuram aparentar mais do que realmente são destacam-se de forma notável e são as únicas que efectivamente fazem diferença neste mundo.

      São as portadoras da nova consciência. Tudo o que fazem é fortalecido, pois está em sintonia com o propósito do todo. A sua influência ultrapassa de longe o âmbito das suas acções e funções.

      A mera presença destas pessoas - simples, natural, despretensiosa - tem um efeito transformador naqueles com quem contactam.

      Não tentamos ser ninguém em especial.
      Somos mais poderosos e mais eficazes quando somos nós próprios em toda a nossa plenitude.

      (Eckhart Tolle em Um Novo Mundo)

      SE

      Se consegues manter a calma quando à tua volta
      Todos a perdem e te culpam por isso,
      Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
      Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;

      Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
      Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
      Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
      E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo:

      Se consegues sonhar – e não ficares dependente dos teus sonhos;
      Se consegues pensar – e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
      Se consegues defrontar-te com o Triunfo e a Derrota
      E tratar do mesmo modo esses dois impostores;

      Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
      Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
      Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
      E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;

      Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
      Numa única jogada de cara ou coroa,
      E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
      Sem lamentar o que perdeste;

      Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
      A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
      E continuares, quando em ti nada mais resta
      Que a Vontade que lhes diz: “ Resistam!”

      Se consegues falar a multidões sem te corromperes,
      Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
      Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
      Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;

      Se consegues preencher cada implacável minuto
      Com sessenta segundos que valham a pena ser vividos,
      É tua a Terra e tudo o que nela existe,
      E – o que é ainda mais – então, meu filho, serás um Homem.

      Rudyard Kipling

      20 janeiro 2010

      16 janeiro 2010

      ...Baby Boy!!!...


      Um nascimento representa o princípio de tudo,
      é o milagre do presente e a esperança do futuro.


      Benvindo, Bebé!

      14 janeiro 2010

      Conhecimento e Morte Iniciática

      ...Eu...



      Procuro despir-me do que aprendi
      Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
      E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
      Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
      Desembrulhar-me e ser eu...

      Alberto Caeiro

      Surya Namaskar - Saudação ao Sol

      ***
      ...para ti, Amiga!
      OM SHANTI! :)




      Om, the sacred primordial sound which connects what one may consider as the individual to that which is infinite, that which is always and has been with us
      Shanti, peace

      There are many paths to inner peace, follow the one that opens in front of you with open arms. Trust, have faith and discernment, and most of all enjoy the ride!

      06 janeiro 2010

      05 dezembro 2009

      Someday...



      ...um dia...
      ...um dia solto-te as amarras e invento-te umas asas...
      ...um dia liberto-te da roda da vida e ensino-te a voar...
      ...
      ...um dia desnudo-te do véu ilusório da mente e mostro-te outras dimensões...
      ...um dia, quando me ouvires nos olhos, saberás a pura essência destas palavras...
      ...
      ...i do believe... someday...


      03 dezembro 2009

      Depois da Tempestade... vem a Bonança!


      "Depois das grandes tempestades em nossas vidas ,
      às vezes, ao invés da bonança esperada,
      costumamos fechar a alma para balanço."


      *autor desconhecido*